O maior jornal do mundo, o norte-americano New York Times, quer ganhar público também fora do ramo de notícias. Prova disso é que os termos mais buscados ano passado não foram nem Biden, nem Trump e muito menos pandemia/covid/coronavírus, mas sim “palavras cruzadas” e “Spelling Bee”, um jogo online do periódico.

O próprio Times tem noção de que com o fim da era caótica de Trump chegam ao fim notícias estapafúrdias sobre a presidência americana e, com isso, não só o Times como outros jornais perderão leitores. A meta, então, é tentar abocanhar uma fatia do bolo de mais de 100 bilhões de dólares do mercado de games online. Por isso ações como o Spelling Bee tornam-se essenciais ao jornal.

O gigante do jornalismo pretende investir mais e mais em jogos. Para isso trouxe Jonathan Knight, um dos idealizadores do FarmVille. Segundo a Bloomberg, Knight visa contratar engenheiros, designers, gente de produção e mais uma penca de profissionais criativos.

A ideia em grande parte é unir o universo dos jogos com o de notícias. O Times irá se transformar em um hub de games? Provavelmente não. Mas quando o maior jornal do mundo – e um dos mais inovadores em busca de receita digital – olha dessa maneira para os jogos é sinal de que novas e grandes revoluções estão por vir. Para se ter uma ideia mais de 28 milhões de pessoas se divertiram com um dos jogos oferecidos pelo jornal no ano passado, um aumento de 16% em relação a 2019. É muito público para não ser considerado.